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Você já deve ter se perguntado por que algumas cidades ou estados têm segundo turno durante as eleições enquanto outras resolvem tudo em uma única votação. Uma segunda ida às urnas costuma ser comum em eleições para presidente e governador, mas muita gente não entende por que a escolha de prefeitos vai a um segundo turno em algumas localidades e, em outras, não. E a resposta é mais simples do que você imagina.

O segundo turno poderá ocorrer apenas nas eleições para presidente e vice-presidente da República, governadores e vice-governadores dos estados e do Distrito Federal e para prefeitos e vice-prefeitos de municípios com mais de 200 mil eleitores. Isso significa em um primeiro momento que não há segundo turno para escolher deputados estaduais e federais, senadores ou vereadores. Além disso, no caso das eleições municipais, apenas cidades que tenham mais de 200 mil eleitores podem ter que votar novamente. Em municípios que ficam abaixo desse número, o prefeito é escolhido independente da diferença com o segundo colocado.

Porque é justamente a maioria absoluta de votos que define uma eleição. Por esse critério, para ser eleito, não basta ao candidato simplesmente obter mais votos do que seus concorrentes. Ele precisa ir além, devendo obter mais da metade dos votos válidos (excluídos os votos em branco e os votos nulos) para ser eleito, em primeiro ou em segundo turno. Por esse sistema, uma vez obtida maioria absoluta dos votos válidos já em primeiro turno, o candidato é considerado eleito desde logo, não se realizando segundo turno.

Não tendo sido atingida a votação suficiente por nenhum dos candidatos, haverá a necessidade de segundo turno, oportunidade na qual concorrerão apenas os dois candidatos mais votados no primeiro turno da eleição, considerando-se eleito aquele que conseguir a maioria dos votos válidos em segundo escrutínio.

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