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Um dos pontos de partida para o início de uma eleição é a divulgação de pesquisas eleitorais. É a sondagem das intenções de votos feitas em determinadas regiões com um número específico de eleitores para tentar apontar quais são os candidatos que têm mais ou menos chance de vencer aquela eleição. Nem sempre elas conseguem traduzir com exatidão o cenário, mas são bons termômetros das campanhas. Mas você sabe como elas funcionam?

Para que uma pesquisa de opinião pública possa ser feita e divulgada, ela deve ser primeiramente registrada na Justiça Eleitoral e adotar o sistema de Registro de Pesquisas Eleitorais (PesqEle). Esse cadastro garante que as empresas que vão realizar as pesquisas vão cumprir algumas exigências na metodologia. É isso que garante que, independente da empresa ou instituto responsável pelo levantamento, os dados levantados indicam uma mesma coisa. Ao mesmo tempo, esse registro impede que pesquisas feitas com outras metodologias distorçam as informações a favor ou contra determinado candidato.

Organizando a pesquisa

Passada essa parte mais burocrática, chegou a hora de fazer a pesquisa propriamente dita. Para isso, a empresa ou instituto responsável por aquele levantamento vai entrar em contato com um número específico de eleitores. Não é necessário ouvir todos os moradores de uma cidade para saber a intenção de votos e definir qual candidato tem mais ou menos chance. Normalmente, as pesquisas ouvem apenas uma porcentagem dessa população e utiliza dados estatísticos para projetar o quanto essas informações representam o todo. É nesse quesito que a metodologia exigida pela Justiça Eleitoral se faz necessária, para garantir que todas as pesquisas utilizem os mesmos parâmetros.

Para isso, são definidos alguns critérios. O primeiro deles é geográfico para descobrir como os moradores de uma determinada região veem esse ou aquele candidato. Em seguida, essa informações são cruzadas com outros dados socioeconômicos para chegar à projeção estatística.

O que é a margem de erro

Você certamente já ouviu alguém falar que uma pesquisa tem margem de erro de um ou dois pontos percentuais, para mais ou para menos. Mas o que isso significa? Como dito, o que a pesquisa eleitoral faz é simular um cenário com base em estatísticas — o que significa que esse número não é preciso, mas uma projeção do todo com base no comportamento de uma parcela daquela população. Então a margem de erro é, como o próprio nome sugere, a variação identificada pelos realizadores da pesquisa. E quanto menor for esse número, mais preciso é o resultado.

Se uma pesquisa eleitoral indicar que um determinado candidato a prefeito tem 55% das intenções de votos, com margem de erro de 3 pontos, significa que o número de eleitores daquela cidade que pensam em votar nesse candidato varia entre 52% e 58%.

Como a pesquisa é feita

Quem aceita participar de uma pesquisa eleitoral precisa responder a um questionário simples com as perguntas que a pesquisa busca responder. Em alguns casos, traz uma lista de candidatos e pede para que a pessoa assinale em que votaria caso a eleição fosse naquele dia. Em outros, perguntam sobre um eventual segundo turno entre candidatos estabelecidos ou em quem não votaria sob nenhuma circunstância. Também é possível pedir para que o entrevistado cite o seu candidato sem trazer uma lista propriamente dita, o que é feito para saber o quanto o eleitor está ciente de quem está disputando aquelas eleições.

Isso significa que não existe um padrão na forma com que a pesquisa é apresentada, uma vez que isso depende do objetivo da pesquisa. Conduto, é necessário que todas as pessoas entrevistadas respondam às mesmas perguntas. O mesmo questionário que você responder deve ser aplicado a todos os demais para que não haja nenhuma distorção no resultado final.

Feito isso, a empresa vai cruzar os dados, aplicar a metodologia definida e submetê-la à Justiça Eleitoral para que seja possível divulgá-la. Todas as pesquisas de confiança precisam passar por esse processo e, por isso, trazem a inscrição para garantir que não se trata de algo clandestino.

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